1. CMV de um item do cardápio
Resultado
CMV do item
—
Preencha o preço e o custo
O diagnóstico aparece assim que você preencher os dois campos.
2. CMV do mês (fórmula do estoque)
Resultado
CMV do período
—
Preencha os quatro valores
O diagnóstico mostra, em reais, quanto o seu CMV está acima ou abaixo do alvo.
O que é CMV
CMV é o Custo da Mercadoria Vendida: a parte do que você fatura que vai embora só para pagar o insumo. Se o CMV é 32%, significa que de cada R$ 100 vendidos, R$ 32 foram carne, farinha, bebida e embalagem — e os R$ 68 restantes é o que existe para pagar aluguel, folha, imposto, energia e ainda sobrar lucro.
É o indicador mais vigiado de um restaurante por um motivo simples: ele é o maior custo variável da operação e o que mais se mexe sozinho. Fornecedor reajusta, safra vira, funcionário porciona diferente — e o número anda sem ninguém decidir nada.
As duas fórmulas (e por que você precisa das duas)
CMV do item — o que a receita diz
CMV do item = custo dos ingredientes da porção ÷ preço de venda × 100
É a conta do primeiro bloco desta página. Ela responde "esse prato específico está bem precificado?" e serve para decidir preço, tamanho de porção e quais itens merecem destaque no cardápio. É a foto de como deveria ser.
CMV do período — o que o estoque conta
CMV em reais = estoque inicial + compras − estoque final
CMV % = CMV em reais ÷ faturamento do período × 100
É a conta do segundo bloco. Ela não pergunta o que deveria ter sido consumido: ela mede o que sumiu do estoque no período. Por isso é a que vale para o resultado do mês — e a que o contador vai olhar.
A diferença entre as duas é a informação mais valiosa
Quase todo restaurante tem um CMV de estoque maior que o CMV das fichas técnicas. Essa diferença não é erro de conta: é o dinheiro que evaporou entre a despensa e a mesa. Ela tem nome e endereço:
- Porcionamento — a ficha diz 180 g de carne, a cozinha manda 220 g. São 22% a mais naquele ingrediente, todo dia, em cada prato.
- Perda e vencimento — produto que estraga na câmara, mise en place que sobra e vai fora no fim do serviço.
- Refação — prato devolvido, pedido trocado, item que saiu errado e foi refeito. O insumo saiu duas vezes e faturou uma.
- Consumo interno — refeição da equipe, cortesia, o que se prova na cozinha.
- Furto — existe, é a última hipótese a considerar e a mais rara das cinco.
Uma diferença de até 2 pontos percentuais entre os dois números é normal e administrável. Entre 2 e 5 pontos, há gordura a cortar. Acima de 5 pontos, não é precificação: é operação, e mexer no preço do cardápio não vai resolver.
Faixas de referência por tipo de casa
| Tipo de operação | CMV comum | Por quê |
|---|---|---|
| Bar / botequim com forte venda de bebida | 25% a 30% | Bebida tem custo baixo e giro alto; puxa a média para baixo. |
| Restaurante à la carte | 28% a 35% | A faixa clássica de referência do setor. |
| Lanchonete e hamburgueria | 30% a 38% | Pão e carne pesam; combo e bebida ajudam a diluir. |
| Pizzaria | 25% a 32% | Massa é barata; o custo se concentra em queijo e recheio. |
| Self-service por quilo | 32% a 40% | Sobra do balcão no fim do serviço é perda direta. |
| Churrascaria e frutos do mar | 40% ou mais | Proteína nobre domina o custo; o jogo se faz no volume e na bebida. |
Trate esses números como termômetro, não como meta absoluta. Um CMV de 42% numa churrascaria cheia pode ser muito mais saudável que 30% num restaurante vazio — CMV é um percentual, e percentual não paga conta. O que paga conta é o valor absoluto que sobra depois dele.
Como baixar o CMV, na ordem que costuma funcionar
- Padronize a porção. Ficha técnica escrita e balança na praça. É a única medida que costuma devolver pontos percentuais inteiros em semanas.
- Compare fornecedor pelo preço por quilo, não pelo preço da caixa. Caixa maior nem sempre é mais barata, e produto perto do vencimento nunca é.
- Faça inventário mensal no mesmo dia do mês. Sem inventário, o CMV do período é chute — e é o número que importa.
- Ataque os campeões de venda primeiro. Um centavo no prato que sai 400 vezes vale mais que um real no que sai 5.
- Reposicione o cardápio. Dar destaque aos itens de CMV baixo muda a média sem mexer em preço nenhum.
Outras ferramentas grátis
Calculadora de preço de prato →
Monta a ficha técnica e devolve o preço de venda no salão e no aplicativo.
Transforma suas despesas no multiplicador que você deve aplicar sobre o custo.
Gerador de QR Code para cardápio →
Plaquinha de mesa pronta para imprimir, com o QR do seu cardápio.
Perguntas frequentes
Qual a fórmula do CMV?
Para um item: custo dos ingredientes ÷ preço de venda × 100. Para o período: (estoque inicial + compras − estoque final) ÷ faturamento × 100. A primeira mede a receita no papel; a segunda mede o que aconteceu de verdade.
Qual o CMV ideal de um restaurante?
Entre 28% e 35% na média do cardápio é a faixa mais citada no setor. Bar com muita bebida fica abaixo; churrascaria e frutos do mar ficam acima e compensam no volume.
Por que meu CMV de estoque é maior que o das fichas técnicas?
Porque a ficha mede a receita perfeita e o estoque mede a realidade: porcionamento, perda, refação, consumo da equipe e furto. Até 2 pontos de diferença é normal; acima de 5 há problema de operação.
Devo calcular o CMV de bebida junto com o de comida?
Melhor separado. Bebida tem custo proporcionalmente muito menor e mascara problema na cozinha quando os dois são somados.
Com que frequência devo calcular?
O CMV do período, todo mês, sempre no mesmo dia e com inventário feito. O CMV por item, sempre que um fornecedor reajustar preço ou você mudar uma receita.
Meus dados ficam salvos?
Não. Toda a conta acontece no seu navegador e nada é enviado ou armazenado por nós.
Baixou o CMV? Agora o preço precisa chegar ao cliente
No cardápio digital você ajusta valores quando quiser e a mudança vale na hora, na mesa e no delivery. 15 dias grátis, sem cartão.
Criar meu cardápio grátis