Resultado
Preço de venda sugerido
—
Preencha o custo dos ingredientes
Preencha "preço que você cobra hoje" para saber, em reais, se esse prato está dando lucro ou prejuízo.
Como a conta é feita
A lógica é simples: todo custo sai do preço de venda, não do custo do ingrediente. Por isso a fórmula divide, em vez de multiplicar:
preço = custo dos ingredientes ÷ [ 1 − (custos fixos % + impostos % + margem %) ]
Exemplo: um prato com R$ 12,50 de ingredientes, 45% de custos fixos (aluguel, energia e folha de pagamento), 10% de impostos e taxas de cartão e 10% de margem desejada. A soma dos percentuais é 65%, então sobram 35% do preço para pagar o ingrediente: R$ 12,50 ÷ 0,35 = R$ 35,71. Arredondando para R$ 35,90 na vitrine, cada prato vendido deixa cerca de R$ 3,60 de lucro.
É por isso que a regra de bolso "multiplique o custo por três" às vezes funciona: ela equivale a reservar 33% do preço para o ingrediente, o que dá certo quando os seus outros percentuais somam por volta de 67% — exatamente o caso do exemplo acima. O problema é que ela é cega: se o seu aluguel é caro, a folha é grande ou boa parte das vendas passa por aplicativo com comissão de 20%, multiplicar por três deixa você trabalhando de graça sem perceber.
Como descobrir cada número
Custo dos ingredientes da porção
Monte a ficha técnica do prato: pese cada ingrediente na porção que vai ao cliente e converta pelo preço de compra. Se o quilo do frango custa R$ 18,00 e o prato leva 180 g, são R$ 3,24. Não esqueça do que costuma passar batido: óleo, tempero, gás, guardanapo, embalagem e talher de delivery. E some a perda — se você aproveita 80% de um ingrediente, o custo real dele é 25% maior.
Custos fixos (%)
Some os custos fixos de um mês (aluguel, energia, água, internet, salários e encargos, contador, manutenção, sistema) e divida pelo faturamento do mesmo mês. Multiplique por 100 e você tem o percentual. Com a folha de pagamento incluída, esse número costuma ficar entre 40% e 55% em casas pequenas — a mão de obra é quase sempre o maior custo depois do ingrediente. Se você tira só o pró-labore e trabalha na cozinha, ele cai para a faixa de 25% a 35%.
Impostos e taxas (%)
Junte a alíquota que você paga de imposto com a taxa média da máquina de cartão. Se você vende por aplicativo de delivery com comissão de 20% ou mais, calcule um preço separado para esse canal — colocar a comissão do aplicativo no preço do salão faz o cliente da mesa pagar pelo pedido do aplicativo.
Margem de lucro (%)
É o que você quer que sobre depois de tudo pago. Entre 8% e 15% é o intervalo em que a maioria dos restaurantes pequenos consegue operar sem espantar o cliente. Margem de 40% em prato de rotina normalmente tira você do mercado — o lugar de margem alta é bebida, sobremesa e combo.
Referências de CMV por tipo de item
O CMV é a parte do preço que vira ingrediente. Ele varia muito por categoria, e o equilíbrio se faz no cardápio inteiro — não item por item:
| Tipo de item | CMV comum | Observação |
|---|---|---|
| Bebidas em geral | 20% a 30% | Margem alta e giro rápido. É onde o ticket cresce sem esforço. |
| Massas, arroz, porções fritas | 20% a 30% | Insumo barato. Bons candidatos a destaque no cardápio. |
| Prato executivo / do dia | 28% a 35% | A faixa considerada saudável na média do restaurante. |
| Hambúrguer artesanal | 30% a 38% | Depende muito do pão e da carne. Combo ajuda a diluir. |
| Carnes nobres e frutos do mar | 40% ou mais | CMV alto é normal aqui; compense no acompanhamento e na bebida. |
| Sobremesas | 15% a 25% | Costuma ser o item mais lucrativo do cardápio — e o mais esquecido. |
Depois de calcular, o preço precisa chegar ao cliente
Refazer a precificação e continuar com o cardápio impresso do ano passado não resolve nada: o preço novo fica no papel da sua mesa, e o cliente segue vendo o antigo — ou uma etiqueta colada por cima.
É aqui que o cardápio digital faz diferença prática: quando o fornecedor sobe o preço da carne, você ajusta o valor no cardápio e a mudança já vale na mesa e no delivery, sem gráfica e sem custo de reimpressão. Também fica fácil dar destaque justamente para os itens de melhor margem, que a calculadora acabou de te mostrar.
Outra ferramenta grátis
Gerador de QR Code para cardápio →
Gere o QR Code do seu cardápio e baixe a plaquinha pronta para imprimir e colocar na mesa.
Perguntas frequentes
Multiplicar o custo por 3 não resolve?
Só por coincidência. Multiplicar por 3 equivale a supor que ingredientes são 33% do preço — o que serve se seus custos fixos, impostos e margem somarem cerca de 67%. Fora disso, você erra para cima (perde venda) ou para baixo (perde dinheiro).
Qual o CMV ideal de um restaurante?
Na média do cardápio, entre 28% e 35% do preço de venda. Itens individuais podem fugir bastante disso: bebida fica abaixo, carne nobre passa de 40%.
Preciso incluir a taxa do cartão?
Sim, ela sai do preço como qualquer custo. Junte com os impostos no mesmo campo. Vendas por aplicativo com comissão alta merecem um cálculo separado.
E se o preço sugerido ficar acima do que o mercado paga?
O número não está errado — ele está mostrando que naquele prato a conta não fecha. As saídas reais são reduzir o custo da porção (fornecedor, gramagem, aproveitamento), aceitar margem menor naquele item específico ou trocá-lo por outro que venda bem com custo menor.
A calculadora serve para bebidas e sobremesas?
Serve para qualquer item. Use como custo o valor da porção vendida: a dose, a fatia, a garrafa.
Meus dados ficam salvos?
Não. A conta é feita no seu próprio navegador e nada é enviado ou armazenado por nós.
Preço novo no cardápio, sem reimprimir nada
Ajuste valores quando quiser e a mudança vale na hora, na mesa e no delivery. 15 dias grátis, sem cartão.
Criar meu cardápio grátis